quinta-feira, 7 de junho de 2012

Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Trema


A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
A postagem de hoje refere-se ao Trema.

Trema:

O trema era um sinal gráfico de dois pontos usado em cima da letra u para indicar que essa letra era pronunciada nos grupos que, qui, gue e gui.
A partir da reforma ortográfica, o trema deixa de existir, mas sua omissão não altera a pronúncia das palavras nas quais era usado, que continua a ser a mesma.   

Ex.:
                
              regra antiga                  regra atual

                        agüentar                                 aguentar
                        eloqüente                               eloquente
                        freqüente                                frequente
                        lingüiça                                    linguiça
                        seqüestro                                sequestro
                        tranqüilo                                 tranquilo


Obs.: o trema permanecerá a ser utilizado em nomes próprios ou palavras estrangeiras que apresentem esse sinal, e seus derivados.

Ex.: Führer, Müller, mülleriano

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Acento diferencial


A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
A postagem anterior tratava das alterações ocorridas com o acento agudo. Esta postagem refere-se ao Acento Diferencial.

Acento diferencial:

O acento diferencial é utilizado para facilitar a identificação de palavras que possuem a mesma grafia. Era o caso de pára (forma verbal) e para (preposição).
Com as mudanças ortográficas, esses dois vocábulos não são mais acentuados.   

Exemplo de palavras que perderam o acento diferencial:
                
               regra antiga                                                    regra atual

pelo (preposição) / pêlo (subst. Masc.)                              pelo (preposição) / pelo (subst. Masc.)
péla (verbo pelar) / pela (prep. + artigo)                            pela (verbo pelar) / pela (prep. + artigo)
pólo (subst. Masc.) / polo (por + lo)                                    polo (subst. Masc.) / polo (por + lo)


Exceções:

Continuam recebendo o acento  diferencial:

pôr (verbo), diferenciando de por (preposição)
têm (forma plural do verbo Ter), diferenciando de tem (forma singular do verbo Ter)
vêm (forma plural do verbo Vir), diferenciando de vem (forma singular do verbo Vir)
pôde (passado do verbo Poder), diferenciando do pode (presente do verbo Poder)


Obs.: os verbos Reter e Intervir seguem a norma dos verbos Ter e Vir: retem / retêm -  intervem / intervêm.
Em fôrma, o acento é facultativo, podendo-se usar forma.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Acento agudo


A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
Para evitar isto, vamos postar, nos próximos dias, algumas destas alterações:

Acento agudo:

1. Ditongos abertos (ei / oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas.

Ex.:           regra antiga                     regra nova
                  assembléia                     assembléia
                     platéia                           platéia
                     heróico                          heroico

Obs.: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento permanece: herói, papéis, anéis.
No ditongo aberto ‘eu’, o acento permanece: céu, véu, chapéu.

2. Palavras paroxítonas que possuam ‘i’ e ‘u’ tônicos formando hiato (vogais pertencentes a duas sílabas diferentes) com a vogal anterior, quando esta faz parte de um ditongo, deixam de ser acentuadas.    

Ex.:           regra antiga                     regra nova
                     feiúra                              feiura
                     baiúca                            baiuca
                     boiúna                            boiúna

Obs.: As letras ‘i’ e ‘u’ continuarão a ser acentuadas se formarem hiato e caso a sílaba anterior não seja formada por um ditongo. Essa regra vale para palavras oxítonas e paroxítonas.

Ex.: baú, baús, saída, saúde, país, países.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

“Para onde” ou “para aonde”?


Qual o correto: “Para onde” ou “para aonde” você vai?

O correto “Para onde” você vai?

Não existe a forma “para aonde”, embora existe a forma “aonde” (que significa ‘ir a algum lugar’).

“Para onde” significa ‘ir para algum lugar’.

Veja os exemplos abaixo:

“Fortaleza é a cidade “aonde” ele vai nas férias.  
“Nova Iorque é cidade “para onde” ele foi transferido.

domingo, 27 de maio de 2012

A importância de se conhecer a língua portuguesa

Atualmente, os professores têm se mostrado estupefatos diante do desconhecimento dos alunos em, praticamente, todas as matérias e, principalmente, do desconhecimento das noções básicas da língua portuguesa. A dificuldade que os alunos têm para se expressar, tanto na escrita quanto de forma oral, é quase inacreditável. A escrita, principalmente, representa um problema sério para a maioria dos alunos. Frases sem sentido, erros gramaticais e de sintaxe e erros de pontuação são apenas alguns exemplos com os quais nos deparamos durante as aulas.
Atualmente, defende-se a noção de que devemos aceitar a linguagem trazida pelo aluno do seu ambiente social, muitas vezes um ambiente de total pobreza, tanto econômica quanto intelectual. Agir de outra forma seria discriminar o aluno.
É claro que o professor deve respeitar os limites de cada aluno. O “falar errado” é fruto de um ambiente que, muitas vezes, possui condições deploráveis de higiene, moradia, condições dignas de vida. A maioria das pessoas possui um nível de instrução baixo, e os alunos, antes de ir para a escola, aprendem os modos e o falar desse meio precário. Não vale a pena, aqui, entrar no mérito social, político ou econômico desta situação. O que interessa é que os alunos são expostos a este meio precário e trazem para a escola os conhecimentos aí adquiridos.
Porém, o que temos que ter em mente é que, se os professores têm de ser compreensivos com a condição precária do aluno, a Vida não será. Estes alunos de hoje serão os homens de amanhã, homens que irão batalhar por emprego, por moradia, por condições dignas de vida. E, para obter sucesso, estes homens terão que ter um mínimo de conhecimento, principalmente da língua portuguesa. Negar-lhes este conhecimento sim, é uma forma de discriminação.
Não desconhecemos que a educação sempre foi utilizada pela política para alcançar os seus próprios fins. E também não desconhecemos que um povo educado (e entenda-se, aqui, educação tanto no sentido de comportamento quanto de conhecimento), que tenha discernimento e entendimento das coisas que ocorrem ao seu redor, seriam um estorvo para a maioria dos políticos atuais. Por isso vemos o descaso com que a educação é tratada neste país, mesmo que tentem dar uma impressão contrária. Um povo inculto é muito mais fácil de ser manipulado, e por isso a educação não possui o reconhecimento que deveria ter.
Um povo que desconhece a sua própria língua pode ser mais facilmente manipulado pelo discurso “bonito” feito pelos políticos. As pessoas se empolgam com os gestos e com as palavras bonitas, porém incompreensíveis, e votam em alguém por achá-lo enérgico e atuante, sendo enroladas por promessas vazias que os políticos fazem, mesmo sabendo que não poderão cumpri-las. Além disso, quando forem procurar emprego, encontrarão dificuldades por não saberem se expressar e por não saberem interpretar o que lhes é comunicado, seja de forma oral ou escrita. Nenhuma empresa irá empregar alguém apenas por “bondade” ou por “espírito cristão”. Uma empresa não contratará alguém que poderá prejudicá-la por um erro em um documento importante ou por passar uma informação equivocada.
Exigir dos alunos – coisa que não tem sido feita nas escolas de hoje – iria torná-los cidadãos melhores e mais bem preparados para suas vidas futuras. Infelizmente, interesses alheios à verdadeira educação estão deturpando o conceito de escola e tornando a profissão de professor, considerada uma das mais nobres em alguns países, como a Coreia, desinteressante para os jovens de hoje, que veem a profissão de professor como uma ocupação a ser feita por alguém que não tem capacidade para fazer algo melhor – entenda-se, mais rentável. Assim, atualmente tem-se aceitado profissionais medíocres e desqualificados, pelo simples fato de não se encontrar bons profissionais que atendam à crescente demanda. Dessa forma, acabamos por ter profissionais medíocres formando alunos abaixo do que poderia—se considerar mediano.
Devemos repensar a profissão de professor, entendendo a nossa responsabilidade como formadores de uma geração mais preparada e qualificada, não só para ‘brigar’ por uma vaga de emprego, mas também para tentar fazer deste país um lugar melhor para se viver.                         

sábado, 19 de maio de 2012

Qual o correto: Nervo ótico ou nervo óptico?


Ótico é uma palavra de origem grega, relativa a ouvido (oto = ouvido – otite= inflamção do ouvido).

Óptico é uma palavra relativa à visão ou ao olho; ocular.

Assim, ótico deveria ser usado apenas para se referir ao ouvido, enquanto óptico deveria ser usado para se referir ao olho ou à visão. Porém, a palavra ótico passou a ser utilizada como uma variante de óptico (é ocaso de ótica, lugar onde vendem óculos), sendo utilizada também para se referir à visão.
Dessa forma, atualmente temos a palavra ótico sendo utilizada para se referir à visão ou ao ouvido, enquanto óptico é utilizada para referir apenas à visão ou ao olho.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Locuções que dispensam crase


As locuções adverbiais formadas por palavras repetidas dispensam a crase.

Ex.: frente a frente, face a face, ponta a ponta etc.