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domingo, 5 de agosto de 2012
A confusão entre os verbos “ver” e “vir”
Os verbos “ver” e “vir” causam muita confusão ao serem empregados no futuro do subjuntivo.
Observe os exemplos:
a) Quando você o vir, diga que quero falar com ele. (verbo ver)
b) Quando você vier, conversaremos. (verbo vir)
No primeiro caso, é muito comum ouvirmos a frase “Quando você o ver, diga que quero falar com ele”.
No Futuro do Subjuntivo, o verbo ver terá a seguinte conjugação: quando eu vir, quando tu vires, quando ele/ela vir, quando nós virmos, quando vós virdes, quando eles/elas virem.
Já o verbo vir será conjugado da seguinte forma: quando eu vier, quando tu vieres, quando ele/ela vier, quando nós viermos, quando vós vierdes, quando eles/elas vierem.
Observação: os verbos derivados de ver e vir seguem o mesmo modelo: rever, antever, intervir, convir, etc.
Também ocorrem dúvidas no uso dos verbos ver e vir no presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo, já que ambos usam a mesma forma na 1ª pessoa do plural. Veja os exemplos abaixo:
a) Nós vimos porque queremos falar com você. (vir - presente do indicativo)
b) Nós vimos quando você chegou! (ver - pretérito perfeito do indicativo)
sexta-feira, 27 de julho de 2012
O uso dos verbos no infinitivo
Os verbos dividem-se em três modos: indicativo, imperativo e subjuntivo. Entretanto, além desses três modos, temos também as formas nominais do verbo, que são o infinitivo, o gerúndio e o particípio. As formas nominais, simplesmente, enunciam um fato de maneira vaga, imprecisa ou impessoal.
No caso do infinitivo, os verbos apresentam três terminações diferentes: ar, er, ir, como em andar, vender, cair.
Ex.:
* Ele irá vender a casa. (não se sabe quando essa venda ocorrerá e nem para quem a casa será vendida).
* Tome cuidado para não cair! (não se sabe se a pessoa, realmente, irá cair, apenas existe essa possibilidade).
Ex.:
* Ele irá vender a casa. (não se sabe quando essa venda ocorrerá e nem para quem a casa será vendida).
* Tome cuidado para não cair! (não se sabe se a pessoa, realmente, irá cair, apenas existe essa possibilidade).
Obs.: atualmente, é muito comum as pessoas pronunciarem ou escreverem os verbos no infinitivo omitindo o “r” final. Nesse caso, as frases ficam assim:
Ele irá vende a casa. (pronuncia-se vendê)
Tome cuidado para não cai! (pronuncia-se caí)
* Todos os verbos no infinitivo terminam com a letra “r”: cair, comer, vender, plantar, beber, dormir etc.
Ele irá vende a casa. (pronuncia-se vendê)
Tome cuidado para não cai! (pronuncia-se caí)
* Todos os verbos no infinitivo terminam com a letra “r”: cair, comer, vender, plantar, beber, dormir etc.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
As ‘pérolas’ do futebol
O mundo do futebol rende diversas “pérolas” no tocante à língua portuguesa, tanto por parte dos jogadores e dos técnicos quanto por parte de alguns locutores e comentaristas. Eis algumas delas:
“O jogador entrou pra dentro da área”.
* ‘Entrar pra dentro’ é um pleonasmo. Bastaria dizer ‘entrou na área’.
“Eu entrei na área e se joguei”.
* Um jogador proferiu essa frase ao confessar que tentou cavar um pênalti. Mas, tirando a honestidade (que é louvável), ‘pisou na bola’ no que concerne à língua portuguesa. O pronome pessoal do caso oblíquo se refere-se à 3ª pessoa, tanto no singular quanto no plural. É utilizado quando nos referimos a uma outra pessoa, por exemplo, ‘Ele se jogou’. Quando nos referimos a nós mesmos, usamos o pronome pessoal do caso oblíquo me. Ex.: ‘Eu me joguei’.
“Conto com a assistência dos laterais e dos meia”.
* O certo seria: “conto com a assistência dos laterais e do meia” (se apenas um jogador fizer essa função) ou “conto com a assistência dos laterais e dos meias” (se dois ou mais jogadores fizerem essa função). A contração do (preposição de + artigo o) deverá concordar com o substantivo ao qual se refere.
“Bola meia que na frente da área”
* Frase proferida por um jogador em relação a uma bola que estaria posicionada mais ou menos na frente da área. Ele tentou fazer a concordância de ‘bola’, um substantivo feminino, com a palavra ‘meia’, usada também no feminino, segundo ele. Mas, no caso, a palavra correta seria meio, indicando uma provável posição da bola em campo. Meia indicaria metade, ou seja, apenas metade da bola estaria na frente da área. A frase correta seria “Bola meio que na frente da área”, ou seja, “Bola mais ou menos na frente da área”.
“A equipe ainda não foi definida pelo técnico”
* Geralmente, os repórteres esportivos utilizam essa frase quando o técnico de uma das equipes não libera a escalação do time. Porém, o verbo definir refere-se, de acordo com o Dicionário Houaiss, a “delimitar alguma coisa; estabelecer com precisão, determinar; explicar o sentido”. A equipe só seria definida se o técnico explicasse como ela é: quantos jogadores ela tem, a posição de cada um etc. Para esta frase, o correto seria utilizar o verbo escalar. Ex.: “A equipe ainda não foi escalada pelo técnico”.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Dúvidas comuns da Língua Portuguesa
A Língua Portuguesa apresenta algumas palavras e/ou situações que causam confusão entre os falantes da língua, sendo utilizadas de várias maneiras diferentes. Vejamos algumas delas.
O correto é cabeleireiro(a), e não cabelereiro(a).
O correto é caranguejo, e não carangueijo.
O correto é “Eu trouxe o livro”, e não “Eu truxe o livro”.
O correto é “A gente chegou” ou “Nós chegamos”, e não “A gente chegamos”. O termo “A gente” é singular.
O correto é “O menino” ou “Os meninos”, e não “Os menino”. Adjetivos, verbos e artigos acompanham o substantivo (no caso, menino). Se o substantivo estiver no plural, todos os termos citados acima vão para o plural; se o substantivo estiver no singular, todos os termos citados acima vão para o singular.
* Se você tiver dúvidas, mande um e-mail para chicospike@hotmail.com.
O correto é cabeleireiro(a), e não cabelereiro(a).
O correto é caranguejo, e não carangueijo.
O correto é “Eu trouxe o livro”, e não “Eu truxe o livro”.
O correto é “A gente chegou” ou “Nós chegamos”, e não “A gente chegamos”. O termo “A gente” é singular.
O correto é “O menino” ou “Os meninos”, e não “Os menino”. Adjetivos, verbos e artigos acompanham o substantivo (no caso, menino). Se o substantivo estiver no plural, todos os termos citados acima vão para o plural; se o substantivo estiver no singular, todos os termos citados acima vão para o singular.
* Se você tiver dúvidas, mande um e-mail para chicospike@hotmail.com.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
“Rúbrica” ou “rubrica”?
A palavra rúbrica, apesar de ser amplamente utilizada, não existe. O correto é rubrica.
Ex.:
O diretor rubricou o memorando.
Coloque sua rubrica no final da página.
Ex.:
O diretor rubricou o memorando.
Coloque sua rubrica no final da página.
domingo, 24 de junho de 2012
Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Hífen
A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
A postagem de hoje refere-se ao uso do hífen.
Ø Quando a palavra iniciar pela letra ‘h’, utiliza-se hífen.
Ex.: anti-higiênico, proto-história, sobre-humano, super-homem, co-herdeiro
Exceção: subumano (a palavra humano perde o ‘h’).
Ø Quando a palavra iniciar por vogal diferente da vogal do prefixo, não se usa hífen.
Ex.: anteontem, antiaéreo, autoescola, coautor, infraestrutura, semianalfabeto
Obs.: o prefixo ‘co’ aglutina-se com a segunda palavra, mesmo quando esta iniciar com ‘o’: coordenar, cooperar, coobrigar
Ø Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte iniciar por letra diferente de ‘r’ ou ‘s’, não se utiliza hífen.
Ex.: anteprojeto, coprodução, geopolítica, microcomputador, semideus, ultramoderno
Obs.: com o prefixo ‘vice’, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-prefeito, vice-campeão
Ø Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte iniciar por ‘r’ ou ‘s’, não se utiliza hífen. Nesse caso, essas letras serão duplicadas.
Ex.: antirreligioso, antissocial, contrarregra, minissaia, ultrassom, neossimbolista
Ø Quando o prefixo termina em vogal, utiliza-se o hífen quando a palavra seguinte começar pela mesma vogal.
Ex.: anti-imperialista, anti-inflamatório, contra-ataque, micro-ondas, semi-internato
Ø Quando o prefixo termina em consoante, utiliza-se o hífen se a segunda palavra iniciar pela mesma consoante.
Ex.: hiper-requintado, inter-racial, super-romântico
Obs.:
1) nos demais casos não se usa o hífen: hipermercado, superproteção, intermunicial;
2) com o prefixo ‘sub’, usa-se o hífen também com palavras iniciadas por ‘r’: sub-região, sub-raça;
3) com os prefixos ‘circum’ e ‘pan’, usa-se o hífen diante de palavras iniciadas por ‘m’, ‘n’ e vogal: circum-navegação, pan-americano
Ø Quando o prefixo termina em consoante, não se usa o hífen se a segunda palavra começar por vogal.
Ex.: hiperativo, interestadual, superaquecimento, superinteressante
Ø Com os prefixos ‘ex’, ‘sem’, ‘além’, ‘aquém’, ‘recém’, ‘pós’, ‘pré’, ‘pró’, utiliza-se sempre o hífen.
Ex.: além-mar, além-túmulo, ex-aluno, pós-graduação, pré-história, recém-casado, sem-terra
Ø Utiliza-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani ‘açu’, ‘guaçu’ e ‘mirim’.
Ex.: capim-açu, anajá-mirim
Ø Utiliza-se o hífen com palavras que não formam propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
Ex.: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo
Ø Não se utiliza o hífen com palavras que perderam a noção de composição.
Ex.: girassol, mandachuva, paraquedista, pontapé
Ø OBS.: para uma maior clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra coincidir com o hífen, deve-se repetir o hífen na linha seguinte.
Ex.: Durante as festividades na escola, o diretor recebeu os ex-
-alunos.
sábado, 9 de junho de 2012
Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Hiatos “oo” e “ee”
A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
A postagem de hoje refere-se aos hiatos “oo” e “ee”.
Hiatos “oo” e “ee”:
Os hiatos formados por “oo” e “ee” não recebem mais o acento circunflexo (^).
Ex.:
regra antiga regra atual
enjôo enjoo
vôo voo
abençôo abençoo
crêem creem
dêem deem
lêem leem
vêem veem
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