Mande suas dúvidas para o e-mail chicospike@hotmail.com. Siga Sebo_Cultural64 no Twitter
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
O correto é “privilégio” ou “previlégio”?
A palavra “previlégio”, apesar de ser muito utilizada, principalmente pela camada mais pobre da população, não existe. O correto é “privilégio”, e seus derivados seguem sua grafia: privilegiado, privilegiar etc.
domingo, 13 de outubro de 2013
O correto é “prenha” ou “prenhe”?
A palavra “prenha” surgiu de uma alteração da palavra “prenhe”, que deriva de prenhez e significa estar grávida, cheio, repleto.
Anteriormente, a palavra correta era “prenhe”. Atualmente, com a popularização da palavra, utiliza-se muito “prenha”.
Para efeito de norma culta, entretanto, o correto é “prenhe”.
domingo, 6 de outubro de 2013
Quantas palavras perderam o acento com a nova ortografia?
Notícias no twitter:
@sebo_cultural64
De acordo com o etimologista gaúcho Cláudio Moreno,
utilizando como base a última edição do Dicionário Aurélio – e não considerando
na contagem as conjugações verbais -, 1334 palavras perderam o acento, assim
discriminadas:
|
Caso
|
Qtde
de palavras
|
Exemplo
|
|
Paroxítonas com os ditongos “oi” e “ei”
|
904
|
Assembléia, tramoia
|
|
Trema
|
358
|
Frequente, delinquente
|
|
Com “u” e “i” tônicos após ditongo
|
32
|
Feiúra, boiúna
|
|
Acento diferencial
|
22
|
Pólo, para
|
|
Com hiato “oo”
|
18
|
Enjoo, voo
|
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
O correto é “trazido” ou “trago”?
Verbos
abundantes são aqueles que apresentam mais de uma forma para o particípio, como
é o caso dos verbos salvar (salvado e salvo) e aceitar (aceitado e aceito), por
exemplo.
Verbos
como “trazer” não são abundantes, portanto, apresentam uma única forma para o
particípio.
No
caso do verbo “trazer”, a forma correta é “trazido”.
Ex.:
Eu tinha “trazido” um amigo à reunião.
Ela havia “trazido” uma sobremesa para o
almoço.
“Trago”
pode ser um substantivo masculino que significa “gole”, “dose de bebida
alcoólica”.
Ex.:
Eu tomei um trago de whisky.
Ele bebeu um trago de cachaça.
“Trago”
também é a forma utilizada para a 1ª pessoa do singular do presente do
indicativo.
Ex.:
Eu sempre “trago” remédios comigo.
sábado, 7 de setembro de 2013
O correto é “presidente” ou “presidenta”?
Notícias no twitter:
@sebo_cultural64
Muito
tem se discutido, atualmente, sobre o uso da palavra ‘presidenta’. Alguns
alegam que a palavra é errada, enquanto outros dizem que seu uso é
perfeitamente correto. Outros, mais conciliadores, afirmam que ambas as
palavras estão corretas. Antes de explicarmos, vale fazer algumas
considerações.
A
palavra ‘presidente’ é um substantivo comum de dois, podendo ser utilizada
tanto para o masculino quanto para o feminino. Palavras com sufixo –ente, tais
como ‘presidente’, ‘gerente’ e ‘paciente’, por exemplo, são comum de dois,
sendo utilizada para ambos os sexos. O que identifica o masculino ou o feminino
é o uso do artigo definido ‘o’ ou ‘a’.
Dessa
forma, se estivermos nos referindo a um homem diremos ‘o presidente’, ‘o
gerente’, ‘o paciente’. Se estivermos nos referindo a uma mulher dizemos ‘a
presidente’, ‘a gerente’, ‘a paciente’. Não utilizamos, por exemplo, as
palavras ‘gerenta’ ou ‘pacienta’. O mesmo vale para ‘estudante’. Dizemos ‘o
estudante’ ou ‘a estudante’. Jamais dizemos ‘a estudanta’.
Por
este raciocínio, a utilização da palavra ‘presidenta’ é desnecessária.
Porém,
‘presidenta’ seria uma flexão do substantivo, o que igualmente é considerado
correto. É o que acontece com ‘infante’, por exemplo, cujo feminino é
‘infanta’. Na língua portuguesa, vários substantivos são flexionados para o
feminino, enquanto outros, não.
O
que ocorre é que a flexão ou não decorre de vários fatores, tais como a
‘eufonia’. De acordo com o princípio da eufonia, utilizamos ou não determinadas
palavras conforme sua sonoridade nos agrade ou não. Palavras cujos sons
consideramos agradáveis passam a serem usadas; as que nos desagradam, são
descartadas.
Por
isso, muitos substantivos são flexionados, enquanto outros não.
No
caso de ‘presidente’ ou ‘presidenta’, ambas as palavras estão dicionarizadas e,
portanto, são consideradas corretas.
Podemos dizer ‘a presidente Dilma’ ou ‘a presidenta Dilma’,
indiscriminadamente.
Particularmente,
prefiro utilizar ‘a presidente’. Porém, não podemos condenar aqueles que
utilizam ‘a presidenta’.
Utilize
uma ou outra de acordo com sua preferência, utilizando o princípio da eufonia,
por exemplo. Veja qual lhe agrada mais. Ou, então, utilize as duas sem pensar
que está incorrendo em algum erro.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
O vício do gerundismo
Notícias no twitter: @sebo_cultural64
Gerundismo é o nome adotado para o que se considera um uso inadequado do gerúndio.
O uso inadequado do gerúndio disseminou-se por intermédio, principalmente, de operadores de telemarketing, disseminando-se, posteriormente, para várias áreas.
Isso tem gerado duas reações distintas em relação ao gerúndio: o seu uso desmedido, mesmo quando não é apropriado, ou uma espécie de recusa em utilizar o gerúndio, como se ele fosse algo incorreto na língua, devendo ser evitado.
Nem 8 nem 80, como diriam os mais antigos. Em alguns casos, faz-se necessária a utilização do gerúndio, pelo fato de ele expressar corretamente o que queremos dizer.
O gerúndio é uma forma nominal do verbo, constituído por um verbo auxiliar e um verbo com a terminação NDO.
Utiliza-se o gerúndio quando queremos dar a ideia de ação em andamento, ação contínua ou concomitante a outra ação.
Ex.: Estamos pesquisando a obra de Fernando Pessoa.
Um aluno vai pesquisando, enquanto o outro redige o texto.
José está dormindo.
Estou almoçando.
Estou ouvindo música enquanto trabalho.
Deve-se evitar o gerúndio com verbos de ação que não necessitam da noção de continuidade que o gerúndio expressa, por especificarem ações rápidas e pontuais.
Além disso, é desnecessário o uso do gerúndio para substituir o Futuro do Presente.
Ex.: Vou estar transferindo sua ligação. (errado)
Vou transferir sua ligação. (correto)
Vou estar aguardando sua chamada. (errado)
Vou aguardar sua chamada. (correto)
Vou estar enviando o livro pelo correio. (errado)
Vou enviar o livro pelo correio. (correto)
Vou estar confirmando seu pedido. (errado)
Vou confirmar seu pedido. (correto)
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
O correto é “vou me esforçar” ou “vou se esforçar”?
Entrevistas com jogadores e técnicos de futebol dão um bom
material para se trabalhar a língua portuguesa.
Outro dia, assistindo a uma entrevista, ouvi a seguinte
frase do jogador, falando sobre o seu desempenho: “(...) vou se esforçar mais
(...)”.
Afinal: o correto é “vou me esforçar” ou “vou se
esforçar”?
Tanto o pronome “me” quanto o pronome “se” (ou “si”) são
pronomes pessoais do caso oblíquo.
A principal diferença entre os pronomes retos e oblíquos é
que os pronomes retos (eu, tu, eles etc.) funcionam, geralmente, como sujeitos
da oração, enquanto os pronomes oblíquos (me, mim, se, si, te, ti etc.)
funcionam como objetos ou complementos.
A diferença entre “me” e “se” é que o primeiro é utilizado
para a primeira pessoa do singular, enquanto o segundo é utilizado para a
terceira pessoa.
Ex.: Eu vou “me” esforçar mais. (eu – 1ª pessoa do
singular)
Ele vai se
esforçar mais. (ele – 3ª pessoa do singular)
Ou seja: quando se referir a você mesmo, utilize “me”;
quando se referir a outra pessoa, utilize “se”.
No caso do jogador, a frase correta deveria ser: “(...)
vou “me” esforçar mais (...)”.
Assinar:
Postagens (Atom)