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domingo, 24 de junho de 2012
Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Hífen
A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
A postagem de hoje refere-se ao uso do hífen.
Ø Quando a palavra iniciar pela letra ‘h’, utiliza-se hífen.
Ex.: anti-higiênico, proto-história, sobre-humano, super-homem, co-herdeiro
Exceção: subumano (a palavra humano perde o ‘h’).
Ø Quando a palavra iniciar por vogal diferente da vogal do prefixo, não se usa hífen.
Ex.: anteontem, antiaéreo, autoescola, coautor, infraestrutura, semianalfabeto
Obs.: o prefixo ‘co’ aglutina-se com a segunda palavra, mesmo quando esta iniciar com ‘o’: coordenar, cooperar, coobrigar
Ø Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte iniciar por letra diferente de ‘r’ ou ‘s’, não se utiliza hífen.
Ex.: anteprojeto, coprodução, geopolítica, microcomputador, semideus, ultramoderno
Obs.: com o prefixo ‘vice’, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-prefeito, vice-campeão
Ø Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte iniciar por ‘r’ ou ‘s’, não se utiliza hífen. Nesse caso, essas letras serão duplicadas.
Ex.: antirreligioso, antissocial, contrarregra, minissaia, ultrassom, neossimbolista
Ø Quando o prefixo termina em vogal, utiliza-se o hífen quando a palavra seguinte começar pela mesma vogal.
Ex.: anti-imperialista, anti-inflamatório, contra-ataque, micro-ondas, semi-internato
Ø Quando o prefixo termina em consoante, utiliza-se o hífen se a segunda palavra iniciar pela mesma consoante.
Ex.: hiper-requintado, inter-racial, super-romântico
Obs.:
1) nos demais casos não se usa o hífen: hipermercado, superproteção, intermunicial;
2) com o prefixo ‘sub’, usa-se o hífen também com palavras iniciadas por ‘r’: sub-região, sub-raça;
3) com os prefixos ‘circum’ e ‘pan’, usa-se o hífen diante de palavras iniciadas por ‘m’, ‘n’ e vogal: circum-navegação, pan-americano
Ø Quando o prefixo termina em consoante, não se usa o hífen se a segunda palavra começar por vogal.
Ex.: hiperativo, interestadual, superaquecimento, superinteressante
Ø Com os prefixos ‘ex’, ‘sem’, ‘além’, ‘aquém’, ‘recém’, ‘pós’, ‘pré’, ‘pró’, utiliza-se sempre o hífen.
Ex.: além-mar, além-túmulo, ex-aluno, pós-graduação, pré-história, recém-casado, sem-terra
Ø Utiliza-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani ‘açu’, ‘guaçu’ e ‘mirim’.
Ex.: capim-açu, anajá-mirim
Ø Utiliza-se o hífen com palavras que não formam propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
Ex.: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo
Ø Não se utiliza o hífen com palavras que perderam a noção de composição.
Ex.: girassol, mandachuva, paraquedista, pontapé
Ø OBS.: para uma maior clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra coincidir com o hífen, deve-se repetir o hífen na linha seguinte.
Ex.: Durante as festividades na escola, o diretor recebeu os ex-
-alunos.
sábado, 9 de junho de 2012
Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Hiatos “oo” e “ee”
A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
A postagem de hoje refere-se aos hiatos “oo” e “ee”.
Hiatos “oo” e “ee”:
Os hiatos formados por “oo” e “ee” não recebem mais o acento circunflexo (^).
Ex.:
regra antiga regra atual
enjôo enjoo
vôo voo
abençôo abençoo
crêem creem
dêem deem
lêem leem
vêem veem
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Trema
A Língua Portuguesa sofreu algumas
alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao
escrever.
A postagem de hoje refere-se ao Trema.
Trema:
O trema era um sinal gráfico de dois
pontos usado em cima da letra u para
indicar que essa letra era pronunciada nos grupos que, qui, gue e gui.
A partir da reforma ortográfica, o
trema deixa de existir, mas sua omissão não altera a pronúncia das palavras nas
quais era usado, que continua a ser a mesma.
Ex.:
regra antiga regra atual
agüentar
aguentar
eloqüente
eloquente
freqüente
frequente
lingüiça linguiça
seqüestro
sequestro
tranqüilo tranquilo
Obs.: o trema permanecerá a ser utilizado em nomes próprios ou palavras
estrangeiras que apresentem esse sinal, e seus derivados.
Ex.:
Führer, Müller, mülleriano
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Acento diferencial
A Língua Portuguesa sofreu algumas
alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao
escrever.
A postagem anterior tratava das
alterações ocorridas com o acento agudo. Esta postagem refere-se ao Acento
Diferencial.
Acento diferencial:
O acento diferencial é utilizado para
facilitar a identificação de palavras que possuem a mesma grafia. Era o caso de
pára (forma verbal) e para (preposição).
Com as mudanças ortográficas, esses
dois vocábulos não são mais acentuados.
Exemplo de palavras que perderam o
acento diferencial:
regra antiga regra atual
pelo (preposição) / pêlo (subst. Masc.) pelo (preposição)
/ pelo (subst. Masc.)
péla (verbo pelar) / pela (prep. + artigo) pela (verbo pelar)
/ pela (prep. + artigo)
pólo (subst. Masc.) / polo (por + lo)
polo (subst. Masc.) / polo
(por + lo)
Exceções:
Continuam recebendo o acento
diferencial:
pôr (verbo), diferenciando de por (preposição)
têm (forma plural do verbo Ter), diferenciando de tem (forma singular do
verbo Ter)
vêm (forma plural do verbo Vir), diferenciando de vem (forma singular do
verbo Vir)
pôde (passado do verbo Poder), diferenciando do pode (presente do verbo
Poder)
Obs.: os verbos Reter e Intervir seguem a norma dos verbos Ter e Vir:
retem / retêm - intervem / intervêm.
Em
fôrma, o acento é facultativo, podendo-se usar forma.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Acento agudo
A Língua Portuguesa sofreu algumas
alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao
escrever.
Para evitar isto, vamos postar, nos
próximos dias, algumas destas alterações:
Acento agudo:
1. Ditongos abertos (ei / oi) não são
mais acentuados em palavras paroxítonas.
Ex.: regra antiga regra nova
assembléia assembléia
platéia platéia
heróico heroico
Obs.: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento
permanece: herói, papéis, anéis.
No ditongo aberto ‘eu’, o acento
permanece: céu, véu, chapéu.
2. Palavras paroxítonas que possuam ‘i’
e ‘u’ tônicos formando hiato (vogais pertencentes a duas sílabas diferentes)
com a vogal anterior, quando esta faz parte de um ditongo, deixam de ser
acentuadas.
Ex.: regra antiga regra nova
feiúra feiura
baiúca baiuca
boiúna boiúna
Obs.: As letras ‘i’ e ‘u’ continuarão a
ser acentuadas se formarem hiato e caso a sílaba anterior não seja formada por
um ditongo. Essa regra vale para palavras oxítonas e paroxítonas.
Ex.: baú, baús, saída, saúde, país,
países.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
“Para onde” ou “para aonde”?
Qual o correto: “Para onde” ou “para aonde” você vai?
O correto “Para onde” você vai?
Não existe a forma “para aonde”, embora existe a forma
“aonde” (que significa ‘ir a algum lugar’).
“Para onde” significa ‘ir para algum lugar’.
Veja os exemplos abaixo:
“Fortaleza é a cidade “aonde” ele vai nas férias.
“Nova Iorque é cidade “para onde” ele foi transferido.
domingo, 27 de maio de 2012
A importância de se conhecer a língua portuguesa
Atualmente, os professores têm se
mostrado estupefatos diante do desconhecimento dos alunos em, praticamente,
todas as matérias e, principalmente, do desconhecimento das noções básicas da
língua portuguesa. A dificuldade que os alunos têm para se expressar, tanto na
escrita quanto de forma oral, é quase inacreditável. A escrita, principalmente,
representa um problema sério para a maioria dos alunos. Frases sem sentido,
erros gramaticais e de sintaxe e erros de pontuação são apenas alguns exemplos
com os quais nos deparamos durante as aulas.
Atualmente, defende-se a noção de que
devemos aceitar a linguagem trazida pelo aluno do seu ambiente social, muitas
vezes um ambiente de total pobreza, tanto econômica quanto intelectual. Agir de
outra forma seria discriminar o aluno.
É claro que o professor deve respeitar
os limites de cada aluno. O “falar errado” é fruto de um ambiente que, muitas
vezes, possui condições deploráveis de higiene, moradia, condições dignas de
vida. A maioria das pessoas possui um nível de instrução baixo, e os alunos,
antes de ir para a escola, aprendem os modos e o falar desse meio precário. Não
vale a pena, aqui, entrar no mérito social, político ou econômico desta
situação. O que interessa é que os alunos são expostos a este meio precário e
trazem para a escola os conhecimentos aí adquiridos.
Porém, o que temos que ter em mente é
que, se os professores têm de ser compreensivos com a condição precária do
aluno, a Vida não será. Estes alunos de hoje serão os homens de amanhã, homens
que irão batalhar por emprego, por moradia, por condições dignas de vida. E,
para obter sucesso, estes homens terão que ter um mínimo de conhecimento,
principalmente da língua portuguesa. Negar-lhes este conhecimento sim, é uma
forma de discriminação.
Não desconhecemos que a educação sempre
foi utilizada pela política para alcançar os seus próprios fins. E também não
desconhecemos que um povo educado (e entenda-se, aqui, educação tanto no
sentido de comportamento quanto de conhecimento), que tenha discernimento e
entendimento das coisas que ocorrem ao seu redor, seriam um estorvo para a
maioria dos políticos atuais. Por isso vemos o descaso com que a educação é
tratada neste país, mesmo que tentem dar uma impressão contrária. Um povo
inculto é muito mais fácil de ser manipulado, e por isso a educação não possui
o reconhecimento que deveria ter.
Um povo que desconhece a sua própria
língua pode ser mais facilmente manipulado pelo discurso “bonito” feito pelos
políticos. As pessoas se empolgam com os gestos e com as palavras bonitas,
porém incompreensíveis, e votam em alguém por achá-lo enérgico e atuante, sendo
enroladas por promessas vazias que os políticos fazem, mesmo sabendo que não
poderão cumpri-las. Além disso, quando forem procurar emprego, encontrarão
dificuldades por não saberem se expressar e por não saberem interpretar o que
lhes é comunicado, seja de forma oral ou escrita. Nenhuma empresa irá empregar
alguém apenas por “bondade” ou por “espírito cristão”. Uma empresa não
contratará alguém que poderá prejudicá-la por um erro em um documento
importante ou por passar uma informação equivocada.
Exigir dos alunos – coisa que não tem
sido feita nas escolas de hoje – iria torná-los cidadãos melhores e mais bem preparados
para suas vidas futuras. Infelizmente, interesses alheios à verdadeira educação
estão deturpando o conceito de escola e tornando a profissão de professor,
considerada uma das mais nobres em alguns países, como a Coreia,
desinteressante para os jovens de hoje, que veem a profissão de professor como
uma ocupação a ser feita por alguém que não tem capacidade para fazer algo
melhor – entenda-se, mais rentável. Assim, atualmente tem-se aceitado
profissionais medíocres e desqualificados, pelo simples fato de não se
encontrar bons profissionais que atendam à crescente demanda. Dessa forma,
acabamos por ter profissionais medíocres formando alunos abaixo do que
poderia—se considerar mediano.
Devemos repensar a profissão de
professor, entendendo a nossa responsabilidade como formadores de uma geração
mais preparada e qualificada, não só para ‘brigar’ por uma vaga de emprego, mas
também para tentar fazer deste país um lugar melhor para se viver.
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