sexta-feira, 27 de julho de 2012

O uso dos verbos no infinitivo


Os verbos dividem-se em três modos: indicativo, imperativo e subjuntivo. Entretanto, além desses três modos, temos também as formas nominais do verbo, que são o infinitivo, o gerúndio e o particípio. As formas nominais, simplesmente, enunciam um fato de maneira vaga, imprecisa ou impessoal.
No caso do infinitivo, os verbos apresentam três terminações diferentes: ar, er, ir, como em andar, vender, cair.

Ex.:

* Ele irá vender a casa. (não se sabe quando essa venda ocorrerá e nem para quem a casa será vendida).

* Tome cuidado para não cair! (não se sabe se a pessoa, realmente, irá cair, apenas existe essa possibilidade).

 
Obs.: atualmente, é muito comum as pessoas pronunciarem ou escreverem os verbos no infinitivo omitindo o “r” final. Nesse caso, as frases ficam assim:

Ele irá vende a casa. (pronuncia-se vendê)

Tome cuidado para não cai! (pronuncia-se caí)

* Todos os verbos no infinitivo terminam com a letra “r”: cair, comer, vender, plantar, beber, dormir etc.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

As ‘pérolas’ do futebol


O mundo do futebol rende diversas “pérolas” no tocante à língua portuguesa, tanto por parte dos jogadores e dos técnicos quanto por parte de alguns locutores e comentaristas. Eis algumas delas:

“O jogador entrou pra dentro da área”.

* ‘Entrar pra dentro’ é um pleonasmo. Bastaria dizer ‘entrou na área’.


“Eu entrei na área e se joguei”.

* Um jogador proferiu essa frase ao confessar que tentou cavar um pênalti. Mas, tirando a honestidade (que é louvável), ‘pisou na bola’ no que concerne à língua portuguesa. O pronome pessoal do caso oblíquo se refere-se à 3ª pessoa, tanto no singular quanto no plural. É utilizado quando nos referimos a uma outra pessoa, por exemplo, ‘Ele se jogou’. Quando nos referimos a nós mesmos, usamos o pronome pessoal do caso oblíquo me. Ex.: ‘Eu me joguei’.


“Conto com a assistência dos laterais e dos meia”.

* O certo seria: “conto com a assistência dos laterais e do meia” (se apenas um jogador fizer essa função) ou “conto com a assistência dos laterais e dos meias” (se dois ou mais jogadores fizerem essa função). A contração do (preposição de + artigo o) deverá concordar com o substantivo ao qual se refere.


“Bola meia que na frente da área”

* Frase proferida por um jogador em relação a uma bola que estaria posicionada mais ou menos na frente da área. Ele tentou fazer a concordância de ‘bola’, um substantivo feminino, com a palavra ‘meia’, usada também no feminino, segundo ele. Mas, no caso, a palavra correta seria meio, indicando uma provável posição da bola em campo. Meia indicaria metade, ou seja, apenas metade da bola estaria na frente da área. A frase correta seria “Bola meio que na frente da área”, ou seja, “Bola mais ou menos na frente da área”.


“A equipe ainda não foi definida pelo técnico”

* Geralmente, os repórteres esportivos utilizam essa frase quando o técnico de uma das equipes não libera a escalação do time. Porém, o verbo definir refere-se, de acordo com o Dicionário Houaiss, a “delimitar alguma coisa; estabelecer com precisão, determinar; explicar o sentido”. A equipe só seria definida se o técnico explicasse como ela é: quantos jogadores ela tem, a posição de cada um etc. Para esta frase, o correto seria utilizar o verbo escalar. Ex.: “A equipe ainda não foi escalada pelo técnico”.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dúvidas comuns da Língua Portuguesa

A Língua Portuguesa apresenta algumas palavras e/ou situações que causam confusão entre os falantes da língua, sendo utilizadas de várias maneiras diferentes. Vejamos algumas delas.


O correto é cabeleireiro(a), e não cabelereiro(a).

O correto é caranguejo, e não carangueijo.

O correto é “Eu trouxe o livro”, e não “Eu truxe o livro”.

O correto é “A gente chegou” ou “Nós chegamos”, e não “A gente chegamos”. O termo “A gente” é singular.

O correto é “O menino” ou “Os meninos”, e não “Os menino”. Adjetivos, verbos e artigos acompanham o substantivo (no caso, menino). Se o substantivo estiver no plural, todos os termos citados acima vão para o plural; se o substantivo estiver no singular, todos os termos citados acima vão para o singular.

* Se você tiver dúvidas, mande um e-mail para chicospike@hotmail.com.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

“Rúbrica” ou “rubrica”?

A palavra rúbrica, apesar de ser amplamente utilizada, não existe. O correto é rubrica.

Ex.:
O diretor rubricou o memorando.
Coloque sua rubrica no final da página.

domingo, 24 de junho de 2012

Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Hífen


A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.

A postagem de hoje refere-se ao uso do hífen.


Ø Quando a palavra iniciar pela letra ‘h’, utiliza-se hífen.

Ex.: anti-higiênico, proto-história, sobre-humano, super-homem, co-herdeiro


Exceção: subumano (a palavra humano perde o ‘h’).



Ø Quando a palavra iniciar por vogal diferente da vogal do prefixo, não se usa hífen.


Ex.: anteontem, antiaéreo, autoescola, coautor, infraestrutura, semianalfabeto


Obs.: o prefixo ‘co’ aglutina-se com a segunda palavra, mesmo quando esta iniciar com ‘o’: coordenar, cooperar, coobrigar



Ø Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte iniciar por letra diferente de ‘r’ ou ‘s’, não se utiliza hífen.


Ex.: anteprojeto, coprodução, geopolítica, microcomputador, semideus, ultramoderno


Obs.: com o prefixo ‘vice’, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-prefeito, vice-campeão



Ø Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte iniciar por ‘r’ ou ‘s’, não se utiliza hífen. Nesse caso, essas letras serão duplicadas.


Ex.: antirreligioso, antissocial, contrarregra, minissaia, ultrassom, neossimbolista



Ø Quando o prefixo termina em vogal, utiliza-se o hífen quando a palavra seguinte começar pela mesma vogal.


Ex.: anti-imperialista, anti-inflamatório, contra-ataque, micro-ondas, semi-internato



Ø Quando o prefixo termina em consoante, utiliza-se o hífen se a segunda palavra iniciar pela mesma consoante.


Ex.: hiper-requintado, inter-racial, super-romântico


Obs.:

1) nos demais casos não se usa o hífen: hipermercado, superproteção, intermunicial;

2) com o prefixo ‘sub’, usa-se o hífen também com palavras iniciadas por ‘r’: sub-região, sub-raça;

3) com os prefixos ‘circum’ e ‘pan’, usa-se o hífen diante de palavras iniciadas por ‘m’, ‘n’ e vogal: circum-navegação, pan-americano



Ø Quando o prefixo termina em consoante, não se usa o hífen se a segunda palavra começar por vogal.


Ex.: hiperativo, interestadual, superaquecimento, superinteressante




Ø Com os prefixos ‘ex’, ‘sem’, ‘além’, ‘aquém’, ‘recém’, ‘pós’, ‘pré’, ‘pró’, utiliza-se sempre o hífen.


Ex.: além-mar, além-túmulo, ex-aluno, pós-graduação, pré-história, recém-casado, sem-terra



Ø Utiliza-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani ‘açu’, ‘guaçu’ e ‘mirim’.


Ex.: capim-açu, anajá-mirim


Ø Utiliza-se o hífen com palavras que não formam propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.


Ex.: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo



Ø Não se utiliza o hífen com palavras que perderam a noção de composição.


Ex.: girassol, mandachuva, paraquedista, pontapé



Ø OBS.: para uma maior clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra coincidir com o hífen, deve-se repetir o hífen na linha seguinte.


Ex.: Durante as festividades na escola, o diretor recebeu os ex-

-alunos.

sábado, 9 de junho de 2012

Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Hiatos “oo” e “ee”


A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
A postagem de hoje refere-se aos hiatos “oo” e “ee”.

Hiatos “oo” e “ee”:

Os hiatos formados por “oo” e “ee” não recebem mais o acento circunflexo (^).

Ex.:
                     regra antiga                                regra atual

                         enjôo                                         enjoo
                           vôo                                            voo
                       abençôo                                     abençoo
                        crêem                                         creem
                         dêem                                          deem
                          lêem                                           leem
                         vêem                                           veem

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Você está por dentro das mudanças ortográficas? – Trema


A Língua Portuguesa sofreu algumas alterações que já estão em vigor. Porém, muitas pessoas ainda se atrapalham ao escrever.
A postagem de hoje refere-se ao Trema.

Trema:

O trema era um sinal gráfico de dois pontos usado em cima da letra u para indicar que essa letra era pronunciada nos grupos que, qui, gue e gui.
A partir da reforma ortográfica, o trema deixa de existir, mas sua omissão não altera a pronúncia das palavras nas quais era usado, que continua a ser a mesma.   

Ex.:
                
              regra antiga                  regra atual

                        agüentar                                 aguentar
                        eloqüente                               eloquente
                        freqüente                                frequente
                        lingüiça                                    linguiça
                        seqüestro                                sequestro
                        tranqüilo                                 tranquilo


Obs.: o trema permanecerá a ser utilizado em nomes próprios ou palavras estrangeiras que apresentem esse sinal, e seus derivados.

Ex.: Führer, Müller, mülleriano