sábado, 3 de agosto de 2013

Por que as pessoas não pronunciam o “erre” dos verbos no infinitivo?

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Ultimamente, temos presenciado uma situação que vem se tornando cada vez mais frequente na língua portuguesa: a eliminação da letra “erre” (-r) nos verbos infinitivos.
Na Língua Portuguesa temos três conjugações que se agrupam em conformidade com a terminação do infinitivo:

- verbos da 1ª conjugação, terminados em –ar: cantar, dançar, falar.
- verbos da 2ª conjugação, terminados em –er: beber, comer, correr.
- verbos da 3ª conjugação, terminados em –ir: sair, partir, cair.

Obs.: o verbo “pôr” pertence à 2ª conjugação, uma vez que sua origem latina era “poer” (daí temos poedeira, poente etc.).

O infinitivo é uma das ‘formas nominais’ do verbo, e é usado quando queremos indicar algo de modo vago, impreciso, impessoal. Virá acompanhado de um verbo auxiliar.

Ex: João vai plantar feijão. (vai: verbo auxiliar; plantar: verbo no infinitivo)
      Maria foi visitar uma amiga. (foi: verbo auxiliar; visitar: verbo no infinitivo)

Contudo, o que vemos atualmente é que as pessoas omitem esse “erre” no final do verbo.

Ex.: João vai planta. (pronuncia-se plantá)
       Pedro foi bebe. (pronuncia-se bebê)
       Maria vai come. (pronuncia-se comê)
       Ana vai sai. (pronuncia-se saí)

Mesmo em casos em que não ocorre um verbo, isso acontece. Outro dia, no Facebook, alguém queria saber qual seria o “placa” de um jogo. No caso, ele queria mesmo era saber qual seria o “placar” do jogo. “Placa” é um instrumento de sinalização utilizado no trânsito e em lojas, por exemplo. “Placar” é o resultado de um evento esportivo.

Vemos esse equívoco ser utilizado tanto na linguagem oral quanto escrita. Portanto, cuidado quando pronunciar ou escrever palavras que terminem em –r. Na linguagem oral, muitas vezes soa estranho; na escrita, pode causar confusão para quem lê.
      

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